'Dedos-de-morto': planta capaz de matar em poucas horas é encontrada em praia e autoridades emitem alerta

Espécie foi encontrada no litoral de Cumbria e levou autoridades a reforçar orientações à população (Foto: Reprodução)
Segundo as autoridades, condições climáticas recentes, com tempestades e marés instáveis, podem ter contribuído para o deslocamento da planta
Quem caminha pela areia em busca de tranquilidade pode acabar diante de um risco invisível no litoral do noroeste do Reino Unido. Autoridades de Cumbria emitiram um alerta após a identificação da cicuta-aquática em um trecho da costa, na região de Arnside. A informação foi divulgada por órgãos locais e repercutida pela imprensa britânica nesta semana.
Popularmente chamada de “dedos-de-morto”, a planta é considerada altamente venenosa e pode ser fatal para humanos e animais em poucas horas. A advertência foi reforçada pelo Conselho de Westmorland e Furness, que pediu atenção redobrada de moradores e visitantes e não descartou que a espécie apareça em outras praias da região nos próximos dias.
Segundo as autoridades, condições climáticas recentes, com tempestades e marés instáveis, podem ter contribuído para o deslocamento da planta até a faixa costeira. A cicuta-aquática (Hemlock water dropwort) costuma crescer às margens de rios e córregos, mas acredita-se que a força da água tenha arrancado exemplares do solo e os levado até a praia.
Embora as raízes normalmente permaneçam enterradas, mudanças bruscas de maré podem deixá-las expostas. Essas raízes brancas, que lembram pastinaca e exalam cheiro semelhante ao de salsa, concentram a enantotoxina, um veneno potente capaz de atacar rapidamente o sistema nervoso.
De acordo com autoridades locais e equipes de resgate costeiro, mesmo pequenas quantidades da planta podem provocar convulsões, falência do sistema nervoso e morte por asfixia. Diante do risco, a câmara municipal orientou a população a não tocar na planta e a evitar passeios com animais de estimação nas áreas afetadas.
O novo alerta reforça um aviso semelhante feito em dezembro, quando a espécie já havia sido identificada em praias de Cumbria. Na ocasião, a Equipe de Resgate Costeiro de Millom pediu vigilância redobrada, especialmente de famílias com crianças e animais, destacando que qualquer contato pode ser fatal.
As autoridades voltaram a recomendar que eventuais avistamentos sejam comunicados imediatamente à câmara municipal, para que a planta seja removida e descartada de forma segura. O objetivo é reduzir o risco de exposição acidental e evitar novos casos de intoxicação em uma área que costuma receber visitantes ao longo do ano.
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