'Garotas do Calendário': Novos documentos do caso Epstein mencionam alegações perturbadoras de tráfico sexual de menores contra Trump
Uma fotografia de Jeffrey Epstein e Donald Trump, de 1997, está pendurada em um outdoor no Gloria Molina Grand Park, em Los Angeles, Califórnia, em 15 de junho de 2025.Carlin Stiehl/Los Angeles Times /Gettyimages.ru
O Departamento de Justiça dos EUA divulgou na sexta-feira novos arquivos relacionados ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, que incluem informações — não verificadas pelo FBI — acusando o presidente dos EUA, Donald Trump, de crimes sexuais.
O presidente é alvo de uma série de acusações perturbadoras envolvendo menores, incluindo a de que ele teria forçado uma menina entre 13 e 14 anos a praticar sexo oral nele. Também é alegado que Trump promovia festas no estilo "Calendar Girls" em sua propriedade de Mar-a-Lago, onde Epstein lhe fornecia garotas para leiloar.
Ao mesmo tempo, destacam que as meninas foram submetidas a testes de "aperto" por meio do toque. "As vulvas e vaginas das meninas foram medidas inserindo-se um dedo, e as meninas foram classificadas de acordo com o grau de aperto", diz o arquivo EFTA01660679.
Segundo o documento, entre os participantes da festa estavam "homens mais velhos", incluindo Elon Musk; os filhos de Trump, Don Jr. e Eric; Allan Dershowitz; e Bob Shapiro. Ghislaine Maxwell e Ivanka Trump também estavam presentes. "Fomos levadas para alguns quartos e forçadas a praticar sexo oral em Donald J. Trump. Fomos forçadas a permitir a penetração. Eu tinha 13 anos quando Donald J. Trump me estuprou ", acrescenta a acusação.
Os documentos também incluem a alegação de outra mulher sobre tráfico sexual e o assassinato de seu bebê recém-nascido. A mulher, não identificada, afirmou que Trump "regularmente a pagava para que ela fosse forçada a praticar atos sexuais com ele e alegou que Trump estava presente quando seu tio assassinou seu filho recém-nascido".
Outra denunciante testemunhou que uma "rede de tráfico sexual operava no campo de golfe de Trump" em Rancho Palos Verdes, Califórnia, entre 1995 e 1996. Ela alegou que Ghislaine Maxwell, ex-parceira e cúmplice de Epstein, era uma "cafetina" e "intermediária" de festas sexuais envolvendo menores, cujos clientes incluíam o próprio Epstein, Robin Leach e Donald Trump. Ela também relatou ter recebido ameaças do chefe de segurança de Trump caso "falasse alguma coisa". Ela afirmou que lhe disseram que "acabaria como adubo para os últimos nove buracos do campo, como as outras prostitutas" se contasse o que tinha visto.
Para saber mais sobre quem foi Jeffrey Epstein, leia este artigo.
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